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Minha Música

Este texto foi enviado por um amigo nosso, jovem profissional do Método DeRose e que vive no Brasil. Ele chama-se Daniel DeNardi e o seu blog é www.assimfaloudenardi.com. Leia com atenção:

Este é meu último show.
Vou sair daqui e dizer para o Albert que não consigo mais. Não importa o que ele prometa, vou declinar de vez, para sempre…Eu comecei bem, gostava de música, levava jeito para a coisa. Pelo menos era o que dizia o meu professor, mas não sei… Também, fazer sucesso hoje em dia depende muito mais de outros fatores do que da sua vocação, esforço pessoal ou – o que mais me incomoda – a qualidade do som. Mas eu cheguei até aqui por mérito. Só eu sei por quantas horas de ensaio e de encheções de saco passei. Sei lá. Pouco importa também. Há tantos querendo o meu lugar que vão vibrar quando souberem que parei.

Eu sei porque minha vida está uma merda. Eu fiz fama muito rápido, foi isto. Entretanto, este sucesso repentino não foi a toa, é fruto do meu talento. Sei cativar o público como ninguém. Cativar o público, que engraçado. Eu li aquele cara dizendo que todo charlatão é simpático, eu sempre lembro disto. Ainda bem que não é o meu caso. Quem não tem talento não vende tanto. Olha isto, todas estas pessoas gritando para mim, quem não queria estar no meu lugar agora? Que êxtase! Deve ser nisto que os artistas viciam. Não me importo, vou parar.

Mas bem que poderia ter sido mais lento, mais gradual, para eu ir melhorando meu estilo. Tenho desgosto de tocar minhas músicas porque sei em cada uma a parte que tirei daquele americano, na outra o que copiei do inglês e assim vai, com todas. Não há nada realmente Meu no meu som. Sou só influências. Como uma escultura de argila na qual cada produtor ou empresário que passou, deixou sua marca degenerativa. Agora estou aqui, sub-produto de psiquismos gananciosos. Minha sorte é que as pessoas não entendem nada do que ouvem e acabam gostando sempre das mesmas coisas. Não percebem que compram melodias enlatadas, previsíveis e repetitivas. Posso até criar um hit simplesmente colocando as notas no Excel. Só percebem aqueles maníacos dos blogs que ficam o dia inteiro procurando plágios. Estes caras não precisavam ter nascido. Ainda bem que quase ninguém sabe que eles existem, e que continue assim no ostracismo. Entretanto se eu saísse, poderia dar força para eles. Contar a verdade sobre o que fazemos. Até divulgá-los, quem sabe.

Dizem que cada pessoa é única, então se eu fizesse música com o que há no meu âmago seria inquestionavelmente original. Talvez não fosse a melhor, mas certamente seria única. Imagine ter algo que é só seu? Um estilo próprio que no primeiro acorde as pessoas já identificam – um sonho. Mas pode ser que o que há dentro de mim seja tão imprestável que nem para surdo eu venderia. É mais fácil ficar com as referências, não há risco. E é o que quase todo mundo faz mesmo, ninguém se importa, o importante é o sucesso. Mesmo que eu saiba que um sucesso escorado em referências não se sustente por muito tempo. Então, já que não vai durar, eu poderia aproveitar até o final e depois largo. É, isto faz mais sentido.

Agora a música que toca na rádio. Olha como eles vibram. Eu não agüento mais ouvi-la. E eles comemoram. Eu admiro aqueles caras que vão para o show e não tocam os hits, este sim são músicos de verdade. Pelo menos quando eu sair daqui terão muitas meninas implorando para entrar no meu camarim. Já treinei o Zé para saber o meu gosto. Ele quase nunca erra, só deixa passar as melhores. Quando eu comecei só pensava neste dia, as pessoas lá embaixo gritando o meu nome. Agora que estou nele não vejo a hora de sair, quero que todos me esqueçam. Não consigo enxergar significado nesta babaquice. Nem sei direito porque estou aqui. Eu deveria estar feliz, muito feliz, pulando de felicidade. Minha mãe está, por mim. Todos querem o que eu tenho, fama.

Ahhhh a fama. A fama é como uma comida exótica que todos desejam, mesmo sem saber muito bem o que é. A mídia a vende como se fosse o melhor dos mundos, mas aqueles que provam, não parecem gostar. Basta ver suas Caras nas revistas. Mas também nenhum deles desmente. Talvez sintam-se envergonhados de dizer “eu me alimento disto há 12 anos, mas só agora descobri que este doce tem recheio de coliformes fecais.” Todos iriam zombar dele. Seria como o político entregar o esquemão do seu partido. Quem tem coragem?

Eu terei. Acabou a enganação, serei finalmente quem realmente sou. Só desejo um pouco de espontaneidade, ficar sozinho por um tempo, ser Eu. Chega! Vou dizer agora para estes babacas pararem. “Escuta aqui. Se algum de vocês entendesse um pouco de música não estariam gritando. Talvez estivessem vaiando, mas vocês são a maioria e a maioria é sempre burra.” Era isto que eles mereciam ouvir. O que adianta ter reconhecimento deste público. Que nojo! Mas amanhã na entrevista eu falo “eu amo meus fãs” depois eu pisco o olho e sorrio, sempre funciona.

Assim que esta merda terminar vou descer e dizer para o Albert que acabou. Pronto! Já deu! Não quero tudo isto. Quero o simples, algo meu, que me dê prazer, só. Chega de enganar as pessoas. Também ninguém as obrigou a estar aqui, a comprar meus CDs, elas fazem porque querem. Deve fazer bem ouvir esta droga. Normalmente os remédios tem gosto ruim mesmo. Eu faço bem para elas, talvez eu seja um paliativo contra existências medíocres.
A última música… tenho somente mais estes minutos para aproveitar esta energia maravilhosa do meu público. Mas quem que eu quero enganar? Amanhã na entrevista eu vou dizer a verdade. Vou contar que comecei a deslanchar depois que transei com aquela produtora. Que nojo daquela gorda. Está certo que depois veio tanta coisa boa que compensou. Eu não faria de novo, por nada, por sucesso algum.

Já chega. É hora da verdade. Agora quem diz a verdade? Ninguém, o mundo vive de ilusões, só sobrevivemos porque maquiamos a realidade. Talvez eu até seja um bom músico e não saiba. Talvez foram os invejosos sem sucesso que me fizeram crer que o que faço não presta. Se eu disser a verdade serei como um homem honesto numa instituição corrompida chamada sociedade. Me execrarão, me deixarão no limbo como sempre fazem com todos aqueles que expõe a realidade tal como ela é. Será que o público continuaria a me aplaudir se soubesse que me encontro semanalmente com a noiva do meu baterista e que ela jura que me ama mais que a ele? Não a verdade não foi feita para ser dita, mas para ser maquiada, tal como a fama. Algo que todos almejam, mas que só aceitamos se parecer-se com algo que não é. A verdade dói demais, não foi feita para os artistas, preferimos o glamour.

PS: Há tempos buscava uma história que questionasse o sucesso sem realização pessoal. Encontrei esta reflexão neste blog e achei que aí estava a história que eu queria contar.


A Liberdade é o nosso bem mais precioso

liberdade

Por sermos de estirpe tântrica valorizamos demais a liberdade individual. Mas por sermos de Yôga valorizamos também a disciplina. Como equacionar essas duas forças aparentemente antagônicas? A conciliação entre elas encontra-se no livro Yôga Mitos e Verdades, na norma dirigida aos insatisfeitos: “A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.”
… A liberdade de afastar-se e seguir o seu caminho.

O postulado da Gestalt nesse aspecto é genial quando ensina: ” Você não existe para me agradar; eu não existo para lhe agradar. Se, apesar disso, agradarmo-nos mutuamente, poderemos conviver. Se não, seguiremos separados, ” Você não acha brilhante?

Texto retirado do livro Boas Maneiras no Yôga- Autor: DeRose

Pessoas que passam, pessoas que ficam

“Há pessoas, tantas pessoas,

que, ao longo da nossa vida, passam,

como passam as paisagens pela janela de um trem.

Nada mais são, nada mais querem ser, senão paisagem.

Bonita, às vezes; passageira sempre…

 

Mas há outras pessoas

que viajam connosco no mesmo comboio,

que permanecem ao nosso lado por toda a jornada,

compartilhando tudo:

as alegrias e também os momentos difíceis.

 

A essas oferto minha amizade,

meu coração

e minha alma.”

DeRose

Acompanhe diariamente o Blog do DeRose neste link: http://www.uni-yoga.org/blogdoderose/

Acorde para Vencer

A auto-mensagem positiva logo de manhã é um estimulo que pode mudar o seu humor, fortalecendo sua autoconfiança e, com este pensamento positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos. Não deixe que nada afecte seu espírito.

Envolva-se pela música, cante e ouça.
Comece a sorrir mais cedo.
Ao invés de reclamar quando o relógio despertar, agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia.
O bom humor é contagiante espalhe-o, fale de coisas boas, de sonhos, de amor.
Não se lamente!!!
Ajude as outras pessoas a perceberem o que há de bom dentro de si.
Não viva emoções mornas ou vazias.
Cultive seu interior, extraia o máximo de pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas.
Repense os valores e dê a chance de crescer e ser mais feliz.
Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito.
Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação.
Mude, opine, ame o que faz.
Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da missão cumprida.
Lembre-se de que nem todos têm a mesma oportunidade.
Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere o melhor.
Transforme seus movimentos em oportunidades.
Veja o lado positivo das coisas e assim tornará o seu optimismo uma realidade.
Não inveje. Admire!!!
Sinta entusiasmo com o sucesso alheio, como seria com o seu próprio.
Idealize um modelo de competência e faça a sua auto-avaliação para saber o que lhe está a faltar para chegar lá.
Ocupe o seu tempo a crescer, desenvolvendo as suas habilidades e o seu talento.
Só assim não terá tempo de criticar os outros.
Não acumule fracassos e sim experiências .
Tire proveito dos seus problemas e não se deixe abater por eles.
Tenha fé e energia, acredite!!!
Pode tudo que quiser.

Perdoe!!

Seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva, forte para vencer o medo e FELIZ para permitir momentos felizes.
Não viva só para o trabalho.
Tenha outras actividades paralelas como desportos, leituras, cultivar amigos.
O trabalho é uma das contribuições que damos à vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.
Finalmente, ria das coisas à sua volta, dos seus problemas, dos seus erros, ria da vida.

E… ame. Antes de tudo, a si mesmo!

COMEÇAMOS A SER FELIZES QUANDO SOMOS CAPAZES DE NOS RIRMOS DE NÓS MESMOS!!!
TENHA UM BOM DIA,
UMA BOA TARDE,
UMA BOA NOITE,
UMA ÓPTIMA VIDA…

(Autor Desconhecido)

Mensagem de fim de Ano

Mensagem de Fim de Ano

Ao término deste ano, fica em memória uma mudança que aparentemente inofensiva, influenciou todo o decorrer de 2008. As novas instalações, cujas obras “milagrosamente” decorreram em apenas 1 mês, tiveram um ónus pesado na nossa equipa e em particular na minha pessoa enquanto Ser e Director-Geral. Sem podermos usufruir do descanso merecido dos guerreiros, encetamos esta revolução solar, com a alegria e a força de um novo projecto cujos frutos têm sido colhidos com doce paciência. De 2008, recordamos ainda as mais importantes experiências:

·      passamos a comunicar com o exterior o Método DeRose em detrimento dos termos Yôga, Uni-Yôga ou Universidade de Yôga;

·      a instrutora Sónia Monteiro, demonstradora de coreografia no nível internacional,  juntou-se a nós oferecendo a sua generosa vontade e determinação para termos mais horários regulares e novas actividades de aprimoramento da área técnica da coreografia e do ásana, bem como todo o apoio humano que uma associação como a nossa exige. Para além dela, a nossa querida Fátima iniciou uma nova jornada da sua vida tornando-se instrutora de SwáSthya Yôga. Antes de fechar o ano, a equipa voltou a crescer, agora com o apoio do amigo instrutor Hélder Carminé, que com um novo projecto aposta na expansão do Yôga ao mundo profissional das empresas;

·      entretanto, as aulas ao ar-livre no Monte Aventino,  com o apoio da Câmara Municipal do Porto, foram momentos bem agradáveis nos Domingos de manhã desde Maio até Setembro;

·      tanto o Festival Internacional de Yôga do Porto, que foi dos melhores nos últimos 5 anos, quanto o Euro-Yôga de Paris, contaram com um número bem expressivo de alunos nossos bem entrosados com a proposta do SwáSthya (o sentimento gregário). Ficamos muito felizes com a união gerado após os Festivais. Sente-se agora, que estes praticantes têm mais alegria entre eles, são mais descontraídos, evidenciam mais vontade de aprender, trocam mais experiências e principalmente fazem da nossa Unidade um pólo de companheirismo e união participando sempre que possível de todas as actividades da Rede Método DeRose;

·      todos os cursos realizados tiveram uma boa afluência de participantes, mostrando assim que apesar de vivermos numa era de superficialidades, estamos a conseguir chegar àqueles que ainda desejam mudar e aprimorar o seu Ser;

·      iniciamos em 2008 uma nova turma de complementação pedagógica que apesar de pequena, conta com a energia e a força de todos nós para se formarem excelentes instrutores de SwáSthya Yôga;

·      por fim, não deixo de assinalar um aspecto pessoal, há pouco mais de 15 dias, consegui tratar uma lesão que em 6 anos me deixou bastante reservado física e emocionalmente. Posso dizer agora, que uma nova página se virou e que 2009, sem estas limitações vamos ter um ano ainda mais fantástico…

Assim e em nome de cada membro desta equipa (Edu, Martinha, Ana, Sónia, Henrique, Hélder e Fátima), fica aqui um enorme e sentido agradecimento a todos os alunos, amigos e yôgins que nos ajudaram, ajudam e demonstram vontade de nunca se quererem separar de nós, pois como paladinos da luz, o ideal será continuarmos a tornar esta escola e em particular o nosso Método, num baluarte para a evolução da humanidade, tolerância e Paz no Mundo.

A tarefa não é fácil, mas tenhamos a força para enfrentarmos as tormentas que hão-de vir e que os sentimentos de coragem, superação, lealdade, tranquilidade e paciência possam estar presentes em nossos corações, desde logo nos novos dias de 2009.

Próspero Ano Novo!