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Pessoas que passam (Capítulo do livro Mensagens, do autor DeRose)

PESSOAS QUE PASSAM, PESSOAS QUE FICAM

Há pessoas, tantas pessoas,
que, ao longo da nossa vida, passam,
como passam as paisagens
pela janela de um trem.
Nada mais são, nada mais querem ser,
senão paisagem.
Bonita, às vezes; passageira sempre…

Mas há outras pessoas
que viajam conosco no mesmo comboio,
que permanecem ao nosso lado por toda a jornada,
compartilhando tudo:
as alegrias e também os momentos difíceis.
A essas oferto minha amizade,
meu coração
e minha alma.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/amigos/pessoas-que-passam/

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Coreografias do Método DeRose

A Origem das Coreografias e a 3ª Característica  do Método DeRose: COREOGRAFIAS

(Texto extraido do livro Tratado de Yôga, do Educador DeRose)


O RESGATE DO CONCEITO ARCAICO DE SEQUÊNCIAS ENCADEADAS SEM REPETIÇÃO


Uma importante característica do SwáSthya é o resgate do conceito primitivo de treino, que consiste em execuções mais naturais, anteriores ao costume de repetir as técnicas. A instituição do sistema repetitivo é muito mais recente do que se imagina. As técnicas antigas, livres das limitações impostas pela repetição, tornavam-se ligadas entre si por encadeamentos espontâneos. No SwáSthya esses encadeamentos constituem movimentos de ligação entre os ásanas não repetitivos nem estanques, o que predispõem à elaboração de execuções coreográficas.

Assim, [A] a não repetição, [B] as passagens (movimentos de ligação) e [C] as coreografias (com ásanas, mudrás, bandhas. Kriyás, etc.), são conseqüências umas das outras, reciprocamente, e fazem parte desta terceira característica do SwáSthya.


As coreografias também não são uma criação contemporânea. Esse conceito remonta ao Yôga primitivo, do Período Neolítico, tempo em que o Homem não tinha religião institucionalizada e adorava o Sol. O último rudimento dessa maneira primitiva de execução coreográfica é a mais ancestral prática de Yôga: o súrya namaskára!


Ocorre que o súrya namaskára é a única reminiscência de coreografia registrada no acervo do Yôga moderno. Não constitui, portanto, característica sua. Vale lembrar que o Hatha Yôga é um Yôga moderno, um dos últimos a surgir, já nos século XI d.c. , cerca de 4000 anos após a origem primeira do Yôga.


Importante: o instrutor que declara ensinar SwáSthya, mas não monta sua aula inteira com formato de coreografia não está transmitindo um SwáSthya 100% legitimo. Quem não consegue infundir nos seus alunos o entusiasmo pela prática em forma de coreografia, precisa fazer mais cursos e estreitar o contacto com a nossa egrégora, pois ainda não compreendeu o ensinamento do codificador.

Fonte: http://metododerose-laranjeiras.blogspot.pt/2011/03/coreografias-do-metodo-derose.html

Loja Virtual: http://yogashop.com.pt/livro-tratado-yoga.html (Preço Especial)

Relembramos os nossos alunos que amanhã vai estrear o novo formato da aula de coreografia, aproveitem para reservar a vossa vaga, porque já estão quase a esgotar!

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Respirar é Viver por Gustavo Marson

Gustavo Marson, professor do Método DeRose, nos mostra a importância da respiração em nossas vidas e nos ensina uma técnica respiratória para colocarmos isso em prática de imediato.

Respirar é uma de nossas funções fisiológicas mais importantes. A primeira coisa que fizemos ao nascer foi uma inspiração e a última coisa que vamos fazer nesta vida é uma expiração. Conseguimos subsistir durante vários dias sem comer, alguns dias sem beber, mas não conseguimos ficar nem por alguns minutos sem respirar. A respiração alimenta todas as nossas células, tecidos e órgãos e por isso interfere em todas as funções orgânicas.

Respirar é viver, respirar bem implica viver melhor. Acontece que para a maioria das pessoas a respiração é involuntária, superficial e insuficiente, utiliza-se apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar. É uma forma bastante precária de respirar e viver, se considerarmos o potencial que temos para nos desenvolver.

Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Você já percebeu que quando estamos ansiosos ou somos submetidos a uma situação limite ela fica superficial e rápida e quando estamos mais descontraídos ou até mesmo fazendo um esforço para nos concentrar ela diminui o seu ritmo naturalmente? A razão disso é que existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência.

Com o treinamento das técnicas respiratórias damos à respiração uma profundidade e um ritmo específico de acordo com o resultado desejado. Aprendendo a trabalhar o ritmo respiratório, conseguiremos sutilizar as emoções, o que irá interferir positivamente nas relações afetivas, no desempenho profissional, nos estudos e nos esportes.

Essas técnicas são excelentes aliadas a esportes como mergulho, surf, natação, escalada, artes marciais, atletismo e outros, por ampliar incrivelmente a capacidade pulmonar e a resistência orgânica, por aprimorar a concentração e o raciocínio e por controlar as emoções. Detalhes que fazem a diferença nas competições e também para os atletas ocasionais.

Respiramos de 12 a 15 vezes por minuto e a cada respiração absorvemos cerca de 0,5 litros de ar. Porém nossa capacidade pulmonar é de cerca de 4 litros, podendo chegar a 6 ou 7 litros com um bom treinamento. No Método DeRose utilizamos mais de 50 técnicas respiratórias onde aprendemos a usufruir na totalidade essa capacidade pulmonar.

Para que você possa treinar de imediato, passarei abaixo uma técnica simples que serve como base para praticamente todas as nossas demais técnicas respiratórias.

Treinamento da respiração completa:

Para conquistar a respiração completa precisamos treinar as três partes da respiração completa separadamente, ou seja, primeiro a parte baixa (abdominal), depois a média (intercostal) e por último a alta (torácica).

Deite-se numa posição confortável com as costas no solo e com as pernas flexionadas ou estendidas. Inicialmente leve a consciência para a sua respiração tornando-a nasal, silenciosa, lenta e profunda.

1ª parte: respiração baixa

  1. Apóie as duas mãos sobre o abdome.
  2. Ao inspirar, projete o abdome. Ao expirar, recolha o abdome.
  3. A regra é: ar para dentro, abdome para fora. Ar para fora, abdome para dentro.
  4. Mantenha as costelas e a parte alta do tórax imóveis e mova apenas o abdome. Nessa primeira parte estamos isolando a parte baixa dos pulmões. Esta respiração corresponde a cerca de 60% da nossa capacidade pulmonar.

2ª parte: respiração média

  1. Apóie as mãos um pouco mais acima, na região das costelas de forma que as pontas dos dedos se toquem no centro do tórax.
  2. Ao inspirar, projete as costelas para os lados expandindo o tórax. Ao expirar, as costelas voltam para o ponto inicial. Quando inspirar e dilatar as costelas, as pontas dos dedos se separam. Ao expirar, os dedos voltam a se tocar no centro do tórax. Nessa parte o abdome não se move mais. O ar não chega mais na parte baixa dos pulmões. Apenas a região média é utilizada. Essa região intercostal é responsável por cerca de 30% da nossa capacidade pulmonar.

3ª parte: respiração alta

  1. Apóie as mãos no alto do tórax perto do pescoço.
  2. Ao inspirar, a parte alta do tórax se eleva e ao expirar a parte alta do tórax é esvaziada. O abdômen não se movimenta e a região das costelas também não. Agora queremos isolar a parte alta dos pulmões. A respiração alta é responsável por apenas 10% da capacidade pulmonar e é assim que a maior parte das pessoas que não tem acesso a essas técnicas respira.
  3. Após dominar as três partes da respiração, vamos coordená-las para realizar a respiração completa. Você deve inspirar preenchendo primeiro a parte baixa, depois a média e por último a alta dos seus pulmões. E deve expirar de modo inverso, soltando primeiro o ar da parte alta, depois da média e por último da parte baixa dos pulmões.

A prática deve lhe proporcionar bem-estar. Procure extrair prazer pelo simples ato de respirar.

Ao conquistar a técnica ensinada, você utilizará 100% da sua capacidade pulmonar. Utilize esta respiração completa ou apenas a respiração abdominal no seu dia-a-dia e perceba a diferença.

Fonte: (in, http://www.portalemforma.com.br/bem-estar/respirar-e-viver-por-gustavo-marson-metodo-derose/13109)

O que tem de tão especial o Método DeRose?

“Stress é o estado psico-orgânico produzido pela desfasagem entre o potencial do indivíduo e o desafio que ele precisa enfrentar. Para administrá-lo, não nos limitamos a proporcionar relaxamento. Muito mais importante é aumentar a energia do praticante para que o seu potencial suba e possa enfrentar o desafio de cima para baixo.” DeRose


Saiba como participe na Palestra de Administração de Stress! (Sábado, 11 de Fevereiro)

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Quanto vale um dia na sua vida?

Quanto você pagaria por mais um dia de vida? Hoje, provavelmente, não pagaria nada, pois acredita que está longe daquele momento fatídico. No entanto, imagine que o tempo passou e que você está na hora da verdade. Por motivo de acidente ou doença, é informado de que este é o seu último dia de vida. E que alguém lhe conseguisse mais um dia. Quanto você lhe pagaria para viver mais 24 horas?

Certamente, você lhe daria tudo o que tem por um dia a mais de vida. Pense, agora, quanto vale um ano a mais de vida? Quanto valem dez anos a mais? Pois isso é o mínimo que o Método DeRose lhe proporcionará, desde que você se dedique com disciplina, pratique metodicamente e incorpore os preceitos deste sistema. Quanto vale, então, em termos de investimento de tempo, de dinheiro ou de dedicação o estudo da Nossa Cultura?

No dia em que decidiu praticar o Método DeRose você deu uma grande guinada no seu futuro. No dia em que leu o primeiro livro da nossa filosofia começou a consolidar essa mudança de destino. Quando alterou os seus hábitos, substituindo-os por outros mais saudáveis, conforme ensina esta corrente, você contabilizou mais dez, vinte ou trinta anos de vida. Ao travar contato pessoal com uma escola da nossa linhagem, passou a cultivar qualidade de vida naqueles 10, 20 ou 30 anos que está incrementando à sua existência.

O que você precisa a partir de então é de estabilidade nessa decisão. Precisa ter persistência, disciplina e permanecer nesta reeducação comportamental. Quanta gente há que está numa boa casa, num bom trabalho, numa boa relação afetiva e resolve mudar só “para variar”? Há quem pare de praticar a Cultura que propomos para fazer outra coisa, ou por ter-se mudado de residência e estar morando longe de uma boa escola, por motivos de família ou por falta de tempo.

Na verdade, nenhuma dessas desculpas justifica a interrupção, até porque você pode continuar praticando através de livros, CDs e DVDs. A razão verdadeira é a instabilidade, é não conseguir se dedicar a alguma atividade por mais tempo. Quanta coisa você já começou e não continuou, não é mesmo? Pois a Nossa Cultura merece uma atenção especial. Merece que você invista nele. Merece prioridade. Aplicando prioridade ao Método DeRose, você verá que há tempo, sim senhor, para ele em seu dia-a-dia. É só colocá-lo em primeiro lugar na sua agenda. Depois, preencha os demais compromissos no tempo que sobrar. E não o contrário.

“I’m the master of my fate, I’m the capitan of my soul.”

Com a prática regular do nosso sistema, você vai perceber câmbios radicais, vai tornar-se o comandante dessa nave que é a sua vida. Em pouco tempo, estará interferindo positivamente em todos os eventos da saúde, da família, da vida afetiva, das finanças, mesmo aqueles que pareciam não depender de você. Tudo o que precisa é manter ritmo e estabilidade na dedicação à filosofia que preconizamos.

DeRose

Aprenda dicas essenciais para poder tomar as redeas da sua vida, e não se deixar vencer pelo stress diário, no curso de “administração de stress” com o Diretor Eduardo Cirilo

Método DeRose; enfâse em administração de stress

O Método DeRose é uma proposta de qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tónus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontracção emocional e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da consciência e ao autoconhecimento.

Fonte: (Excerto do Livro “Método DeRose: Qualidade de Vida”; DeRose)

Esta semana vamos gerar maior ênfase no estudo e esclarecimento do tema administração de stress.

Podemos conceituar stress como a falta de energia para suplantar os desafios de nossa vida moderna. Veja o quadro a seguir:

No cenário 1, do quadro acima, temos uma pessoa com dificuldade de administrar o stress, afinal o seu nível de energia é menor do que o desafio requer. No cenário 2, possui um patamar superior de vitalidade o que facilita suplantar os desafios cotidianos.
Caso a pessoa se encontre no cenário 1, como fazer para conquistar o patamar do cenário 2?

Precisamos de uma metodologia recorrente que mantenha o indivíduo com um excelente nível de energia. Desta forma, conseguimos administrar os desafios com bem-estar, e vivenciar seu dia-a-dia com muito mais facilidade e poder de realização. O desafio não desapareceu, a pessoa não precisou de se mudar para as montanhas e de se isolar da sociedade para resolver seu stress, bastou aumentar seu potencial energético. A pessoa torna -se muito mais realizadora e extremamente ativa.

No âmbito físico, o praticante trava contato com técnicas orgânicas que geram flexibilidade, consciência corporal e tónus muscular. Os respiratórios promovem uma expansão da bioenergia.

No setor emocional, possuímos técnicas que promovem uma verdadeira reprogramação emocional.

Por fim atuamos na mente com técnicas de concentração e meditação para alcançar uma diminuição das instabilidades da consciência.

Fonte: Gustavo Oliveira – Método DeRose Vila Mariana

Dia 11 de Fevereiro vai-se realizar o curso de administração de stress, com o Diretor do Espaço Antas Método DeRose: Eduardo Cirilo. Entre em contacto com o nosso espaço, ou se é aluno informe-se  junto do seu instrutor para marcar a sua reserva.

DeRose Pro Europa 2012

As técnicas que ensinamos vão para além da sala de aula!

“O praticante começa a fazer exercícios respiratórios em sala de aula e aprende a executar uma respiração completa, nasal, silenciosa, lenta e ritmada. Em suma, aprende a respirar certo. Seria uma estupidez aprender a respirar certo e, em seguida, terminar a classe e sair respirando errado.

Na sala de aula aprende-se, na vida aplica-se o aprendizado. Caso contrário, seria como se você fizesse um curso de contabilidade, mas só aplicasse dentro da escola de contabilidade, mas fora da escola, não a utilizasse. Para que serviria, então, ter aprendido contabilidade? Assim, o praticante mais avançado vai incorporando um reflexo de respirar o tempo todo da forma como treinou durante anos. Ou seja, pouco a pouco, na sua vida privada no seu trabalho, nos desportos e durante o sono, vai praticar pránáyáma 24 horas por dia. O mesmo ocorre com as demais técnicas.”

Fonte: “Encontro com o Mestre”; DeRose; Ed. Afrontamento

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Blog do Mestre: Meu Pai (capitulo do livro Eu me lembro…)

Lembro-me do meu pai. Era um homem simples, mas, como toda a gente da aldeia, vivia feliz. Devia ter uns trinta anos de idade e já estava bem consumido pelo trabalho na lavoura, pelo sol inclemente e por alguns acidentes. Havia perdido um dedo cortando lenha. Por sorte, a ferramenta era de cobre e partiu-se antes de decepar os outros dedos. Mancava um pouco por ter sido mordido no pé por um bicho peçonhento que ele não chegou a ver. Só sentiu a dor da picada e ficou dias de cama com febre. Quando se recuperou, seu pé estava endurecido como uma pedra e havia perdido o tato. Contudo, os dentes fortes constituíam seu orgulho. Gostava de sorrir por qualquer razão, pois era pretexto para mostrar que não havia perdido nenhum dente, coisa rara naquela idade avançada. Os únicos que passavam muito dessa idade eram os sábios que viviam e se alimentavam de outra forma e jamais executavam trabalhos braçais sob o sol e a chuva, nem estavam sujeitos aos ataques dos animais selvagens. Certa vez, conheci um sábio ancião com suas longas barbas brancas, símbolo da sabedoria que lhe permitira atingir tão dilatada longevidade. Acho que tinha o dobro da idade do meu pai.

Nunca vi meu pai zangado com coisa alguma. A única vez em que ele começou a ficar mais sério por causa de uma disputa com um vizinho sobre a propriedade de umas frutas, minha mãe colocou a cabeça dele em seus seios, acariciou seus longos cabelos muito negros e disse-lhe:

– A árvore está plantada fora do nosso terreno e fora do dele. Você plantou a árvore quando nosso primeiro filho nasceu. Mas quando ele faleceu, você não cuidou mais dela. O vizinho cuidou da árvore a partir de então e acha que tem direito sobre ela. Nós temos sido muito amigos desde que nos conhecemos, e ele nos ajudou e nós o ajudamos muitas vezes. As frutas que caem da árvore não podem ser motivo de conflito. Percebi que ele aprecia nossas flores. Amanhã vou me oferecer para plantar umas mudas no terreno dele e vocês fazem as pazes.

Meu pai começou a sorrir e beijar o colo da minha mãe. Logo estavam se amando como duas crianças. É que no lugar onde passei minha infância, os adultos não escondiam dos filhos os seus atos de amor. Por outro lado, meninos e meninas brincavam livremente e faziam suas descobertas sob o olhar benevolente e carinhoso dos mais velhos. Nossa civilização era alicerçada na liberdade e achávamos que todas as experiências prazerosas deveriam ser saudáveis, e nós as cultivávamos. As dolorosas deveriam ser prejudiciais e nós as evitávamos. Nós e todos os animais à nossa volta tínhamos a mesma opinião.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/meu-pai-capitulo-do-livro-eu-me-lembro/

Loja do Yôga: http://yogashop.com.pt/livro-eu-me-lembro.html

Seja gentil, seja como nós! (Método de Boas Maneiras)

“Já vi muita gente declarando: “Fulano não serve para ser meu amigo. Vou lhe dizer umas poucas e boas” . A sabedoria popular diz que mexer no que não cheira bem só faz piorar o odor. Se o Fulano em questão realmente não serve como amigo, o melhor é tomar uma medida amenizadora do mal-estar ou do mal-entendido surgido e depois promover um afastamento cordial.

A vida me ensinou que uma pessoa que não sirva para se conviver, alguém em que não se possa confiar, é também uma pessoa com quem devemos evitar confusão por que é doente (neurótica) ou de baixo nível.

O que é que você ganha discutindo com alguém? Algumas pessoas fazem isso porque andaram assistindo novelas e aprenderam a “não levar desaforo para casa”.  Algumas dessas pessoas nem mesmo sabem conduzir um relacionamento de amizade ou conjugal sem estar todo o tempo a contender, como se a existência devesse consistir em um incessante defender-se dos outros e proteger seu território. Isso caracteriza um extrato cultural muito baixo. Pessoas educadas e elegantes não utilizam esse paradigma.

Quem se melindra e briga por tudo e por nada é portador de complexo de inferioridade. Se você não é complexado, não precisa responder uma agressão com outra agressão

Agora considere: Quem parte para o bate boca não pode ser uma pessoa fina. Geralmente tem pouco a perder. Não é o seu caso. Tornar-se inimigo de uma pessoa ralé pode lhe custar dissabores futuros, ao longo de toda a sua vida. O que fazer então? Deixar o inconveniente azucrinar a sua existência? Jamais! Quem não serve para ser seu amigo deve ser afastado com arte. Dependendo do tipo de relacionamento que vocês mantiverem, promova um distanciamento progressivo e, volta e meia, tempere com uma cortesia. Por outro lado, recuse gentilmente os convites para o estreitamento da convivência, mediante justificativas aceitáveis.

O que você não deve fazer é partir para a briga, ou insultar, ou prejudicar a quem quer que seja. A maior parte das pessoas que trabalham comigo e que eu precisei exonerar, continuam minhas amigas. A maior parte de minhas ex-esposas continua mantendo boas relações comigo. As pessoas com quem não consegui preservar o distanciamento cordial e que hoje não gostam de mim, considero que, com essas, fracassei. Felizmente, foram poucas.

Isso de “ter que conversar” só funciona quando as pessoas são de fato amigas ou muito inteligentes, o que não constitui a média da humanidade! Nem com marido e mulher essa coisa de sentar para conversar funciona muito bem. Cada qual fica na defensiva e sai briga. Isso só funciona para os terapeutas, que faturam com o diálogo. É muito melhor adotar a tática da gentileza e do carinho quando não for o caso da necessidade de afastamento. E, quando for o caso, utilize a tática da cordialidade distante. Evite a convivência, evite discutir, mas preserve o bom relacionamento, fale bem da pessoa em questão, interrompa o fluxo de alguma fofoca que surja, evite cartões de Natal, aniversário, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia do Professor, indique clientes (se for colega) e cumprimente gentilmente quando se encontrarem. Isso não é hipocrisia! É diplomacia.

Se fizer isso, terei muito orgulho de você e poderei considerá-lo como alguém da nossa família, com quem terei prazer em conviver”.

Extraído do livro Método de Boas Maneiras, do autor DeRose

Fonte: http://www.blogdabeiramar.com/2011/04/metodo-de-boas-maneiras.html

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