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Blog do Mestre: Meu Pai (capitulo do livro Eu me lembro…)

Lembro-me do meu pai. Era um homem simples, mas, como toda a gente da aldeia, vivia feliz. Devia ter uns trinta anos de idade e já estava bem consumido pelo trabalho na lavoura, pelo sol inclemente e por alguns acidentes. Havia perdido um dedo cortando lenha. Por sorte, a ferramenta era de cobre e partiu-se antes de decepar os outros dedos. Mancava um pouco por ter sido mordido no pé por um bicho peçonhento que ele não chegou a ver. Só sentiu a dor da picada e ficou dias de cama com febre. Quando se recuperou, seu pé estava endurecido como uma pedra e havia perdido o tato. Contudo, os dentes fortes constituíam seu orgulho. Gostava de sorrir por qualquer razão, pois era pretexto para mostrar que não havia perdido nenhum dente, coisa rara naquela idade avançada. Os únicos que passavam muito dessa idade eram os sábios que viviam e se alimentavam de outra forma e jamais executavam trabalhos braçais sob o sol e a chuva, nem estavam sujeitos aos ataques dos animais selvagens. Certa vez, conheci um sábio ancião com suas longas barbas brancas, símbolo da sabedoria que lhe permitira atingir tão dilatada longevidade. Acho que tinha o dobro da idade do meu pai.

Nunca vi meu pai zangado com coisa alguma. A única vez em que ele começou a ficar mais sério por causa de uma disputa com um vizinho sobre a propriedade de umas frutas, minha mãe colocou a cabeça dele em seus seios, acariciou seus longos cabelos muito negros e disse-lhe:

– A árvore está plantada fora do nosso terreno e fora do dele. Você plantou a árvore quando nosso primeiro filho nasceu. Mas quando ele faleceu, você não cuidou mais dela. O vizinho cuidou da árvore a partir de então e acha que tem direito sobre ela. Nós temos sido muito amigos desde que nos conhecemos, e ele nos ajudou e nós o ajudamos muitas vezes. As frutas que caem da árvore não podem ser motivo de conflito. Percebi que ele aprecia nossas flores. Amanhã vou me oferecer para plantar umas mudas no terreno dele e vocês fazem as pazes.

Meu pai começou a sorrir e beijar o colo da minha mãe. Logo estavam se amando como duas crianças. É que no lugar onde passei minha infância, os adultos não escondiam dos filhos os seus atos de amor. Por outro lado, meninos e meninas brincavam livremente e faziam suas descobertas sob o olhar benevolente e carinhoso dos mais velhos. Nossa civilização era alicerçada na liberdade e achávamos que todas as experiências prazerosas deveriam ser saudáveis, e nós as cultivávamos. As dolorosas deveriam ser prejudiciais e nós as evitávamos. Nós e todos os animais à nossa volta tínhamos a mesma opinião.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/livros/meu-pai-capitulo-do-livro-eu-me-lembro/

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Exposição de Escultura da nossa aluna Catarina Araújo

No nosso momento cultural agendado para este sábado vamos estar presentes na exposição da nossa querida aluna Catarina Araújo. Não só os alunos como todos os interessados podem conhecer o seu trabalho de escultura que estará exposto no atelier Lófte. Contamos com a presença de todos pelas 15 horas no local do evento.

Convite

TRÊS é uma mostra de três exposições individuais, que têm como único elemento de união o seu local e data de apresentação. Conta com obras de Catarina Braga Araújo, Sofia Azevedo e Mário Martins Antunes, apresentado o projecto desenvolvido no último ano das suas licenciaturas em Escultura.

As peças apresentadas anunciam aquilo que consideramos exemplo no exercício da Escultura, dentro das Belas Artes do Porto. Esta exposição será tomada como um ensaio, uma oportunidade para que nós, enquanto produtores e espectadores, possamos reflectir sobre o acto de exposição a solo/individual.

Inaugura no dia 12, quinta-feira, às 18h00 no Lófte (Rua dos Caldeireiros, 43).

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Pújá, a força da gratidão

O pújá em si é algo espontâneo, um comportamento inato e instintivo de gratidão, reverência e lealdade. Encontra-se presente no âmago de cada ser humano e remonta a tempos imemoriais de todos os lugares do planeta.

Tal gratidão  é uma atitude universal, observada no cotidiano sob as mais variadas manifestações culturais, sejam filosóficas, artísticas, cívicas, políticas, religiosas ou científicas.

Para exemplificar, classificamos como pújá: uma criança oferecendo espontanemente uma maçã à sua professora antes da aula; um estudante homenageando  os pais ao concluir a faculdade; um soldado honrando o seu país ao hastear a bandeira; um discípulo reverenciando e defendendo o seu Mestre e a sua linhagem, entre os outros. Para ser designado como pújá, é preciso haver um sentido hierarquicamente ascendente: parte do aluno ao professor, do filho aos pais, do devoto à divindade, do discípulo ao Mestre. Jamais o contrário.

A intenção por trás do ato é outra relevante característica dessa prática. Significa agir com abnegação e sem esperar retorno, motivado pela satisfação de agradecer, honrar, servir e doar-se. Tudo isso são diferentes formas para demonstrar a generosidade da nossa raça, virtude que nos permite viver e evoluir em sociedade.

(excerto do livro Pújá, A força da gratidão, de Sérgio Santos)

Fonte: http://naianaalberti.blogspot.com/2010/08/puja-forca-da-gratidao.html (blog da instrutora do Método DeRose – Naiana Alberti)

Loja do Yôga: http://yogashop.com.pt/livro-puja.html

Blog do Mestre: Falar corretamente (capítulo livro Método de Boas Maneiras)

Falar ou escrever com erros é uma das maiores demonstrações de que o indivíduo em questão não recebeu uma boa educação.

Tenho acompanhado o fenômeno da evolução da nossa língua durante estas últimas décadas com perplexidade e apreensão. Muito em breve não estaremos mais falando português e sim algum dialeto esdrúxulo. Até quando poderemos declarar, com orgulho, que falamos uma língua vagamente aparentada com a de Camões, a melhor língua literária do mundo?

Para quem fala bem o português, uma palavra errada, uma dicção viciosa, uma concordância mal feita por parte do interlocutor são coisas que causam má impressão. Se quem fala é um instrutor, mais grave ainda, pois precisa expressar-se de forma compreensível por tratar-se de pessoa que vai à frente do público para instruí-lo!

Ademais, somos especializados em público de nível superior. Já imaginou o desconforto que causaria a um cliente culto ter que aprender algo de um profissional que não sabe nem falar corretamente a própria língua?

Eu mesmo já abandonei cursos de informática, de anatomia e de outras disciplinas porque era insuportável receber em minha mente os sucessivos insultos à cultura perpetrados pelos semi-analfabetos que pretendiam receber o meu dinheiro para ensinar-me alguma daquelas matérias.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/falar-corretamente/

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Incenso Káli-danda

Acender um incenso pode ser um convite ao bem-estar e ao conforto, um momento bem-vindo de inspiração necessário à agitação do dia-a-dia.

Mas o incenso não é um artefato místico e sim um recurso natural que auxilia a atingir determinados fins, variáveis conforme os perfumes e demais elementos constituintes de ervas e resinas, cujas moléculas exalam com a  queima.

Hoje o incenso tem três aplicações distintas. A primeira é de perfumar . A segunda é a de obter efeitos sobre as pessoas que os aspiram. A terceira é a de purificar ambientes. Um bom incenso deve possuir todas as propriedades.

Independentemente da aplicação, é importante que o incenso tenha qualidade. Por isso recomendamos Kálí-Dada, um produto natural e artesanal, não industrializado e elaborado com resinas naturais, importadas da Índia, Nepal, Egito, Somália, Etiópia.

DeRose in Yôga Review

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Open School – 26 Novembro às 15 horas

O Open School é um evento realizado pelo Espaço Cultural Antas do Método DeRose, o objectivo é os alunos convidarem os seus amigos ou pessoas que tenham curiosidade em conhecer melhor o Método.

O evento em si consiste numa primeira parte teórica e uma segunda parte prática em que são explanadas as bases que sustentam o Método DeRose, para clarificar os participantes no que realmente consiste.

Convide já os seus amigos ou entre em contacto com o nosso espaço, através do número 918088841 ou 225022888.

Reserve a sua vaga, já que o número de participantes é limitado.

Livro do Mês – Sútras

“Pensar é uma característica do Homem.

Não é por acaso que no sânscrito a raiz “man” significa pensar e no inglês designa o ser pensante, o homem.

Quando tinha dezasseis anos de idade eu meditava muito e isso fazia eclodir máximas e reflexões.

A maioria dos pensamentos publicados neste livro foi elaborada entre os 16 e os 20 anos de idade. São consequência de perplexidades, aprendizagens e conclusões. Podem não ser grande coisa, mas mostraram.me muito da natureza humana e do universo.

Espero que possam fazer o mesmo por si.”

De Rose

Consultar para adquirir: http://deroseshop.com

Aviso: Cursos do Mestre DeRose dias 12, 13 e 14 de Novembro


O prazo para a inscrição no cursos do Mestre DeRose no Porto, nos dias 12, 13 e 14 de Novembro acabam amanhã dia 4 de Novembro. Aproveitem o privilégio de ter o Mestre junto de nós e efectuem as vossas inscrições nas vossas escolas.

Lançamento da nova Edição do Livro “Quando é preciso ser forte” e sessão de autógrafos!

É com enorme prazer que temos o privilégio de receber o nosso querido Comendador DeRose, na Gala DeRose’11 que se realizar-se-á no Porto. Estão desde já convidados para aparecerem no Edifício e Museu Casa do Infante ( Rua da Alfandega, nº 10) no dia 11 de Novembro (horário por confirmar)ao inicio da noite, para o lançamento da nova edição do livro “Quando é preciso ser forte” com sessão de autógrafos.

Curso de Mudrá com a Professora Zélia Couto e Santos

Sábado, 22 de Outubro pelas 15 horas venha aprender a execução e significado dos 108 gestos feitos com as mãos com uma das professoras mais antigas do Método DeRose em Portugal!

Inscrições:
Telefone: 225 022 888
Telemóvel: 918 088 841
E-mail: antas.pt@metododerose.org

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