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Respirar é Viver por Gustavo Marson

Gustavo Marson, professor do Método DeRose, nos mostra a importância da respiração em nossas vidas e nos ensina uma técnica respiratória para colocarmos isso em prática de imediato.

Respirar é uma de nossas funções fisiológicas mais importantes. A primeira coisa que fizemos ao nascer foi uma inspiração e a última coisa que vamos fazer nesta vida é uma expiração. Conseguimos subsistir durante vários dias sem comer, alguns dias sem beber, mas não conseguimos ficar nem por alguns minutos sem respirar. A respiração alimenta todas as nossas células, tecidos e órgãos e por isso interfere em todas as funções orgânicas.

Respirar é viver, respirar bem implica viver melhor. Acontece que para a maioria das pessoas a respiração é involuntária, superficial e insuficiente, utiliza-se apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar. É uma forma bastante precária de respirar e viver, se considerarmos o potencial que temos para nos desenvolver.

Apesar de não nos darmos conta, a respiração está intimamente associada às nossas emoções e padrões de comportamento. Você já percebeu que quando estamos ansiosos ou somos submetidos a uma situação limite ela fica superficial e rápida e quando estamos mais descontraídos ou até mesmo fazendo um esforço para nos concentrar ela diminui o seu ritmo naturalmente? A razão disso é que existe uma relação muito estreita entre ritmos respiratórios e estados de consciência.

Com o treinamento das técnicas respiratórias damos à respiração uma profundidade e um ritmo específico de acordo com o resultado desejado. Aprendendo a trabalhar o ritmo respiratório, conseguiremos sutilizar as emoções, o que irá interferir positivamente nas relações afetivas, no desempenho profissional, nos estudos e nos esportes.

Essas técnicas são excelentes aliadas a esportes como mergulho, surf, natação, escalada, artes marciais, atletismo e outros, por ampliar incrivelmente a capacidade pulmonar e a resistência orgânica, por aprimorar a concentração e o raciocínio e por controlar as emoções. Detalhes que fazem a diferença nas competições e também para os atletas ocasionais.

Respiramos de 12 a 15 vezes por minuto e a cada respiração absorvemos cerca de 0,5 litros de ar. Porém nossa capacidade pulmonar é de cerca de 4 litros, podendo chegar a 6 ou 7 litros com um bom treinamento. No Método DeRose utilizamos mais de 50 técnicas respiratórias onde aprendemos a usufruir na totalidade essa capacidade pulmonar.

Para que você possa treinar de imediato, passarei abaixo uma técnica simples que serve como base para praticamente todas as nossas demais técnicas respiratórias.

Treinamento da respiração completa:

Para conquistar a respiração completa precisamos treinar as três partes da respiração completa separadamente, ou seja, primeiro a parte baixa (abdominal), depois a média (intercostal) e por último a alta (torácica).

Deite-se numa posição confortável com as costas no solo e com as pernas flexionadas ou estendidas. Inicialmente leve a consciência para a sua respiração tornando-a nasal, silenciosa, lenta e profunda.

1ª parte: respiração baixa

  1. Apóie as duas mãos sobre o abdome.
  2. Ao inspirar, projete o abdome. Ao expirar, recolha o abdome.
  3. A regra é: ar para dentro, abdome para fora. Ar para fora, abdome para dentro.
  4. Mantenha as costelas e a parte alta do tórax imóveis e mova apenas o abdome. Nessa primeira parte estamos isolando a parte baixa dos pulmões. Esta respiração corresponde a cerca de 60% da nossa capacidade pulmonar.

2ª parte: respiração média

  1. Apóie as mãos um pouco mais acima, na região das costelas de forma que as pontas dos dedos se toquem no centro do tórax.
  2. Ao inspirar, projete as costelas para os lados expandindo o tórax. Ao expirar, as costelas voltam para o ponto inicial. Quando inspirar e dilatar as costelas, as pontas dos dedos se separam. Ao expirar, os dedos voltam a se tocar no centro do tórax. Nessa parte o abdome não se move mais. O ar não chega mais na parte baixa dos pulmões. Apenas a região média é utilizada. Essa região intercostal é responsável por cerca de 30% da nossa capacidade pulmonar.

3ª parte: respiração alta

  1. Apóie as mãos no alto do tórax perto do pescoço.
  2. Ao inspirar, a parte alta do tórax se eleva e ao expirar a parte alta do tórax é esvaziada. O abdômen não se movimenta e a região das costelas também não. Agora queremos isolar a parte alta dos pulmões. A respiração alta é responsável por apenas 10% da capacidade pulmonar e é assim que a maior parte das pessoas que não tem acesso a essas técnicas respira.
  3. Após dominar as três partes da respiração, vamos coordená-las para realizar a respiração completa. Você deve inspirar preenchendo primeiro a parte baixa, depois a média e por último a alta dos seus pulmões. E deve expirar de modo inverso, soltando primeiro o ar da parte alta, depois da média e por último da parte baixa dos pulmões.

A prática deve lhe proporcionar bem-estar. Procure extrair prazer pelo simples ato de respirar.

Ao conquistar a técnica ensinada, você utilizará 100% da sua capacidade pulmonar. Utilize esta respiração completa ou apenas a respiração abdominal no seu dia-a-dia e perceba a diferença.

Fonte: (in, http://www.portalemforma.com.br/bem-estar/respirar-e-viver-por-gustavo-marson-metodo-derose/13109)

Quanto vale um dia na sua vida?

Quanto você pagaria por mais um dia de vida? Hoje, provavelmente, não pagaria nada, pois acredita que está longe daquele momento fatídico. No entanto, imagine que o tempo passou e que você está na hora da verdade. Por motivo de acidente ou doença, é informado de que este é o seu último dia de vida. E que alguém lhe conseguisse mais um dia. Quanto você lhe pagaria para viver mais 24 horas?

Certamente, você lhe daria tudo o que tem por um dia a mais de vida. Pense, agora, quanto vale um ano a mais de vida? Quanto valem dez anos a mais? Pois isso é o mínimo que o Método DeRose lhe proporcionará, desde que você se dedique com disciplina, pratique metodicamente e incorpore os preceitos deste sistema. Quanto vale, então, em termos de investimento de tempo, de dinheiro ou de dedicação o estudo da Nossa Cultura?

No dia em que decidiu praticar o Método DeRose você deu uma grande guinada no seu futuro. No dia em que leu o primeiro livro da nossa filosofia começou a consolidar essa mudança de destino. Quando alterou os seus hábitos, substituindo-os por outros mais saudáveis, conforme ensina esta corrente, você contabilizou mais dez, vinte ou trinta anos de vida. Ao travar contato pessoal com uma escola da nossa linhagem, passou a cultivar qualidade de vida naqueles 10, 20 ou 30 anos que está incrementando à sua existência.

O que você precisa a partir de então é de estabilidade nessa decisão. Precisa ter persistência, disciplina e permanecer nesta reeducação comportamental. Quanta gente há que está numa boa casa, num bom trabalho, numa boa relação afetiva e resolve mudar só “para variar”? Há quem pare de praticar a Cultura que propomos para fazer outra coisa, ou por ter-se mudado de residência e estar morando longe de uma boa escola, por motivos de família ou por falta de tempo.

Na verdade, nenhuma dessas desculpas justifica a interrupção, até porque você pode continuar praticando através de livros, CDs e DVDs. A razão verdadeira é a instabilidade, é não conseguir se dedicar a alguma atividade por mais tempo. Quanta coisa você já começou e não continuou, não é mesmo? Pois a Nossa Cultura merece uma atenção especial. Merece que você invista nele. Merece prioridade. Aplicando prioridade ao Método DeRose, você verá que há tempo, sim senhor, para ele em seu dia-a-dia. É só colocá-lo em primeiro lugar na sua agenda. Depois, preencha os demais compromissos no tempo que sobrar. E não o contrário.

“I’m the master of my fate, I’m the capitan of my soul.”

Com a prática regular do nosso sistema, você vai perceber câmbios radicais, vai tornar-se o comandante dessa nave que é a sua vida. Em pouco tempo, estará interferindo positivamente em todos os eventos da saúde, da família, da vida afetiva, das finanças, mesmo aqueles que pareciam não depender de você. Tudo o que precisa é manter ritmo e estabilidade na dedicação à filosofia que preconizamos.

DeRose

Aprenda dicas essenciais para poder tomar as redeas da sua vida, e não se deixar vencer pelo stress diário, no curso de “administração de stress” com o Diretor Eduardo Cirilo

Método DeRose; enfâse em administração de stress

O Método DeRose é uma proposta de qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respiratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tónus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimoramento da descontracção emocional e da concentração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da consciência e ao autoconhecimento.

Fonte: (Excerto do Livro “Método DeRose: Qualidade de Vida”; DeRose)

Esta semana vamos gerar maior ênfase no estudo e esclarecimento do tema administração de stress.

Podemos conceituar stress como a falta de energia para suplantar os desafios de nossa vida moderna. Veja o quadro a seguir:

No cenário 1, do quadro acima, temos uma pessoa com dificuldade de administrar o stress, afinal o seu nível de energia é menor do que o desafio requer. No cenário 2, possui um patamar superior de vitalidade o que facilita suplantar os desafios cotidianos.
Caso a pessoa se encontre no cenário 1, como fazer para conquistar o patamar do cenário 2?

Precisamos de uma metodologia recorrente que mantenha o indivíduo com um excelente nível de energia. Desta forma, conseguimos administrar os desafios com bem-estar, e vivenciar seu dia-a-dia com muito mais facilidade e poder de realização. O desafio não desapareceu, a pessoa não precisou de se mudar para as montanhas e de se isolar da sociedade para resolver seu stress, bastou aumentar seu potencial energético. A pessoa torna -se muito mais realizadora e extremamente ativa.

No âmbito físico, o praticante trava contato com técnicas orgânicas que geram flexibilidade, consciência corporal e tónus muscular. Os respiratórios promovem uma expansão da bioenergia.

No setor emocional, possuímos técnicas que promovem uma verdadeira reprogramação emocional.

Por fim atuamos na mente com técnicas de concentração e meditação para alcançar uma diminuição das instabilidades da consciência.

Fonte: Gustavo Oliveira – Método DeRose Vila Mariana

Dia 11 de Fevereiro vai-se realizar o curso de administração de stress, com o Diretor do Espaço Antas Método DeRose: Eduardo Cirilo. Entre em contacto com o nosso espaço, ou se é aluno informe-se  junto do seu instrutor para marcar a sua reserva.

O que é uma codificação

“Imagine que você ganhou como herança um armário muito antigo (no nosso caso,de cinco mil anos). De tanto admirá-lo, limpá-lo, mexer e remexer nele,acabou encontrando um painel que parecia esconder alguma coisa dentro. Depois de muito tempo, trabalho e esforço para não danificar essa preciosidade, finalmente você consegue abrir. Era uma gaveta esquecida e, por isso mesmo lacrada pelo tempo. Lá dentro você contempla extasiado um tesouro arqueológico: ferramentas, pergaminhos, sinetes, esculturas! Uma inestimável contribuição cultural!

As ferramentas ainda funcionam, pois os utensílios antigos eram muitos fortes, construídos com arte e feitos para durar. Os pergaminhos estão legíveis e contêm ensinamentos importantes sobre a origem e a utilização das ferramentas e dos sinetes, bem como sobre o significado histórico das esculturas. Tudo esta intacto sim, mas tremendamente desarrumado, embaralhado e com a poeira dos séculos. Então, você limpa cuidadosamente e arruma a gaveta. Pergaminhos aqui, ferramentas acolá, sinetes à esquerda, esculturas à direita. Depois você fecha de novo a gaveta, agora sempre disponível e organizada.

O que foi que você tirou da gaveta? O que acrescentou? Nada. Você apenas organizou, sistematizou, codificou.

Pois foi apenas isso que fizemos. O armário é o Yôga Antigo, cuja herança nos foi deixada pelos Mestres ancestrais. A gaveta é um comprimento de onda peculiar no inconsciente coletivo. As ferramentas são as técnicas do Yôga. Os pergaminhos são os ensinamentos dos Mestres do passado, que jamais teríamos a petulância de querer alterar. Isto foi a sistematização do SwáSthya Yôga.

Por ter sido honesta e cuidadosa em não modificar , não adaptar, nem ocidentalizar coisa alguma, nossa codificação foi muito bem aceita pela maioria dos estudiosos. Hoje, esse método sistematizado no Brasil existe em todos os Continentes. Se alguém não o conhecer pelo nome de SwáSthya Yôga, conhecerá seguramente pelo nome erudito e antigo: Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga.

Seu nome já denota as origens ancestrais uma vez que o Yôga mais antigo (pré-clássico, pré-ariano) era de fundamentação Tantra e Sámkhya. Compare estas informações com o quadro da Cronologia Histórica publicado originalmente no meu livro Yôga Sútra de Pátañjali, editado sob a chancela da Universidade de Yôga.”

Através da leitura desde livro você conhecerá a trajetória de um dos mais reconhecidos reeducadores comportamentais, com um texto fácil e agradável que esclarece e ao mesmo tempo diverte. Este é um livro obrigatório na biblioteca de todo bom praticante de SwáSthya Yôga, pois oferece grandes ensinamentos e um vasto universo de conhecimento de um homem que dedicou toda a sua vida e o seu carinho em nome de uma Filosofia.

Este texto foi extraído do livro Quando é Preciso Ser Forte, do Mestre DeRose.

Fonte: http://yogasbc.com.br/blog/index.php/tag/quando-e-preciso-ser-forte/

Loja Online: http://yogashop.com.pt/livros/ser-forte.html (Preço Especial)

Pújá, a força da gratidão

O pújá em si é algo espontâneo, um comportamento inato e instintivo de gratidão, reverência e lealdade. Encontra-se presente no âmago de cada ser humano e remonta a tempos imemoriais de todos os lugares do planeta.

Tal gratidão  é uma atitude universal, observada no cotidiano sob as mais variadas manifestações culturais, sejam filosóficas, artísticas, cívicas, políticas, religiosas ou científicas.

Para exemplificar, classificamos como pújá: uma criança oferecendo espontanemente uma maçã à sua professora antes da aula; um estudante homenageando  os pais ao concluir a faculdade; um soldado honrando o seu país ao hastear a bandeira; um discípulo reverenciando e defendendo o seu Mestre e a sua linhagem, entre os outros. Para ser designado como pújá, é preciso haver um sentido hierarquicamente ascendente: parte do aluno ao professor, do filho aos pais, do devoto à divindade, do discípulo ao Mestre. Jamais o contrário.

A intenção por trás do ato é outra relevante característica dessa prática. Significa agir com abnegação e sem esperar retorno, motivado pela satisfação de agradecer, honrar, servir e doar-se. Tudo isso são diferentes formas para demonstrar a generosidade da nossa raça, virtude que nos permite viver e evoluir em sociedade.

(excerto do livro Pújá, A força da gratidão, de Sérgio Santos)

Fonte: http://naianaalberti.blogspot.com/2010/08/puja-forca-da-gratidao.html (blog da instrutora do Método DeRose – Naiana Alberti)

Loja do Yôga: http://yogashop.com.pt/livro-puja.html

Blog do Mestre: Falar corretamente (capítulo livro Método de Boas Maneiras)

Falar ou escrever com erros é uma das maiores demonstrações de que o indivíduo em questão não recebeu uma boa educação.

Tenho acompanhado o fenômeno da evolução da nossa língua durante estas últimas décadas com perplexidade e apreensão. Muito em breve não estaremos mais falando português e sim algum dialeto esdrúxulo. Até quando poderemos declarar, com orgulho, que falamos uma língua vagamente aparentada com a de Camões, a melhor língua literária do mundo?

Para quem fala bem o português, uma palavra errada, uma dicção viciosa, uma concordância mal feita por parte do interlocutor são coisas que causam má impressão. Se quem fala é um instrutor, mais grave ainda, pois precisa expressar-se de forma compreensível por tratar-se de pessoa que vai à frente do público para instruí-lo!

Ademais, somos especializados em público de nível superior. Já imaginou o desconforto que causaria a um cliente culto ter que aprender algo de um profissional que não sabe nem falar corretamente a própria língua?

Eu mesmo já abandonei cursos de informática, de anatomia e de outras disciplinas porque era insuportável receber em minha mente os sucessivos insultos à cultura perpetrados pelos semi-analfabetos que pretendiam receber o meu dinheiro para ensinar-me alguma daquelas matérias.

Fonte: http://www.metododerose.org/blogdoderose/profissao/falar-corretamente/

Loja do Yôga: http://yogashop.com.pt/boas-maneiras-no-yoga.html (Preço Especial)

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Lançamento da nova Edição do Livro “Quando é preciso ser forte” e sessão de autógrafos!

É com enorme prazer que temos o privilégio de receber o nosso querido Comendador DeRose, na Gala DeRose’11 que se realizar-se-á no Porto. Estão desde já convidados para aparecerem no Edifício e Museu Casa do Infante ( Rua da Alfandega, nº 10) no dia 11 de Novembro (horário por confirmar)ao inicio da noite, para o lançamento da nova edição do livro “Quando é preciso ser forte” com sessão de autógrafos.

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Contributo para cultivo das boas relações humanas

No meu processo de autoconhecimento, conquistei um impulso evolutivo quando iniciei a prática no Método DeRose. Ao tornar-me instrutora senti a força desta integração e sua expressão na qualidade das minhas relações com os seres humanos e outros seres vivos. Impressionante este aprimoramento proporcionado pelo Método!

Constatando a minha responsabilidade no cultivo das boas relações humanas, decidi partilhar algumas reflexões que foram importantes neste processo.

Não descurando as técnicas preconizadas pelo Método DeRose, presentes na ênfase dada, por exemplo, à reeducação respiratória, tónus muscular, flexibilidade, concentração e meditação, entre outras, centrarei esta partilha nos conceitos preconizados pelo Método, como ferramenta determinante para conquista da qualidade de vida, focando-me especificamente na importância das boas relações humanas.

As normas resgatadas de culturas ancestrais para que possamos agir com rectidão, estão devidamente identificadas no Código de Ética de Pátañjali, existente há mais de dois mil anos. De facto, dificilmente se alcança a qualidade de vida sem a apreensão e efectividade da ética. Colocando-o em prática, evitando a egotite, tornando-nos mais conscientes do que é real e chegando à essência de cada um, podemos respeitar cada ser na forma como ele se nos apresenta. Para que isso aconteça precisamos educar o nosso emocional e reprogramar a nossa mente, para que não sejamos surpreendidos por reacções e comportamentos inesperados que melindram as nossas relações humanas.


E as suas relações humanas como vão? As proscrições e prescrições éticas que podem orientar a sua conduta, estão no Livro Yôga Sútra de Pátañjali*


Consulte www.alojadoyoga.com , www.yogashop.com.pt

Ana Soares – Instrutora do Método DeRose – Espaço Antas – Portugal

Lenda do Perfume de Kámala

A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALA

Conta a lenda, que Muntaz era uma das esposas de um poderoso Maharája do Norte da Índia. Desalentada, via que seu senhor manifestava preferência pelas outras mulheres enquanto ela era rejeitada, apesar de procurar conquistar o coração do Rei, fazendo-se graciosa e tentando servi-lo da melhor maneira. Mas nada adiantava. As outras deviam ser mais adestradas nas artes do amor e colhiam os benefícios da satisfação do Marajá.

Certo dia, Muntaz procurou um Mago para que lhe preparasse um filtro de amor a fim de ajudá-la a aprisionar o coração do Rei. 0 Mago, súdito daquele soberano, recusou-se a ajudá-la, temendo as conseqüências, caso fosse descoberto.

Muntaz, tomada de desesperança, recolheu-se as funções secundárias das esposas menos importantes e passou a tomar muito cuidado com as suas ações, pois os reis costumavam mandar matar as esposas inconvenientes.

Assim, ocupou-se da arte da perfumaria, tida em alta conta nas cortes indianas de antanho. Além dos incensos, era muito apreciada a utilização de fontes com chafarizes que, ao invés de água, jorravam água-de-colônia, para deleite do monarca e seus convidados.

Tempos depois, o reino foi visitado por perfumistas portadores de oferendas ao Maharája, constituídas pelas mais nobres fórmulas de todo o mundo, inclusive da Europa. Muntaz foi encarregada de servi-los como anfitriã e de aprender o que pudesse para aprimorar sua função.

O perfumista-mor, homem idoso, cuja experiência o tornara observador de invejável acuidade, dirigiu-se a Muntaz e perscrutou:

– Alteza, notei que o coração de certa dama da corte está triste pela falta de retribuição do amor que devota ao seu esposo.

– Caro senhor, sua acutilância pode pôr em risco a privacidade dessa dama – respondeu a desditosa consorte com indisfarçável tristeza.

– Asseguro-lhe que esse risco ela não correrá, porquanto posso ajudar tal senhora com toda a discrição.

Ouvindo essas palavras, os olhos de Muntaz traíram a curiosidade, o desejo e a esperança. 0 ancião percebeu e sentiu-se encorajado a prosseguir:

– Uma das mais bem guardadas fórmulas que trago na memória, é a do perfume denominado Kámala. Seu aroma poderoso é capaz de despertar a paixão do homem e da mulher, estimulando o desejo dos dois parceiros tão intensamente, a ponto de restabelecer os fluidos vitais dos homens impotentes e das mulheres frígidas. Esse secreto perfume foi elaborado originalmente com o objetivo de aumentar a energia das pessoas para despertar nelas a força da criatividade, da sensibilidade e do dinamismo para o trabalho intelectual. Mas os antigos observaram que sob sua ação, surgiram as outras manifestações que enriqueciam a vida amorosa. Foi aí que o batizaram com o nome Kámala, que significa flor de lótus. Vou lhe ensinar essa fórmula para que Vossa Alteza possa auxiliar a dama em questão, ou qualquer outra que o necessite.

Depois de ouvir tudo isso, Muntaz não podia recusar a oferta. Disse-lhe, então, o sábio perfumista:

– É preciso utilizar os mais fortes fixadores da natureza, para que este óleo fique tão impregnado no corpo a ponto de exalar o seu perfume por muitas horas e até dias. O âmbar, o civete e o almíscar conferem-lhe o fascínio da sensualidade. Por outro lado, o sândalo, a alfazema e a rosa de boa procedência proporcionam a nobreza, a delicadeza e a nota romântica do buquê. Isto é um grande segredo da perfumaria oriental, que o ocidente ainda desconhece. Depois é so ir temperando com mais estas dezessete essências naturais, até ficar bem aveludado e macio. Finalmente, o Kámala deve ser posto a envelhecer num recipiente de cristal, cuja tampa precisa permanecer lacrada por um ano, guardado em local fresco e ao abrigo da luz. So depois desse tempo, pode ser utilizado.
Mas atenção: a fórmula tem que ser preparada em noite de lua crescente e só se deve romper o lacre numa noite da mesma lua.

Muntaz fez exatamente como lhe havia lido ensinado. Um ano depois, muito emocionada, abriu o frasco. A fragrância invadiu seus aposentos. Conforme as instruções do velho perfumista, Muntaz resistiu a tentação e usou apenas três gotas na palma da mão, esfregou as mãos e, com elas, seu pescoço, colo e cabelos. Nessa noite, propositadamente, foi levar os quitutes ao Maharája. Este, ao sentir o perfume inebriante, pareceu notá-la pela primeira vez em tantos anos. Pediu-lhe que ficasse e se sentasse junto a ele. Perguntou-lhe por que haviam-se distanciado e confessou-lhe o desejo de estar mais tempo em sua presença.

Assim, dia após dia, Muntaz foi conquistando o coração do Rei até que, finalmente, ele ficou loucamente apaixonado por ela e não se interessava mais pelas outras mulheres.

Conta-se que quando Muntaz morreu, o Maharája mandou construir um mausoléu enorme e lindíssimo em mármore branco, como jamais houve outro igual em toda a India. E que, no palácio, encheu seus aposentos de espelhos dispostos de maneira que, onde quer que ele estivesse, pudesse vê-la em sua última morada. Hoje repousa ao lado dela, realizando suas juras de amor eterno.

Nos séculos seguintes e até hoje o perfume Kámala é considerado secreto e, embora seja caro, é difícil de se conseguir mesmo uma pequena quantidade. Somente os vôgins muito merecedores podem, eventualmente, obter um frasquinho com seu instrutor.

Esta lenda é apenas um conto. A formula Kámala foi elaborada por nós. É oportuno informar que nenhum fixador de origem animal que exigisse sacrifício, foi utilizado.

• 0 civete é retirado, sem causar dano ao animal, com uma espátula, de uma bolsa que o gato de algália tem perto do ânus para marcar seu território.

• 0 âmbar gris é expelido espontaneamente pelo cachalote e fica boiando no mar.

• 0 almíscar de origem animal não existe mais no mercado desde o século passado. Hoje só existem o almíscar vegetal e o sintetizado.

Texto extraído do livro “Tratado de Yôga”, Mestre DeRose, Ed. Nobel, pág 731, 1ª Edição.

Aqui pode adquirir o perfume de Kámala – http://deroseshop.com/outros-produtos/perfume/kamala.html

Já, aqui pode adquirir o Tratado de Yôga - http://deroseshop.com/tratado-de-yoga-antigo.html